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Tribunal de Castelo Branco manda vender massa insolvente da Dielmar

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Fundada em 1965, em Alcains, no concelho de Castelo Branco, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.

 

 

OJuízo de Comércio do Fundão, do Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco, notificou o administrador da insolvência da empresa de confeções Dielmar para que proceda à liquidação da massa insolvente “com a maior brevidade possível”.

O documento, datado de segunda-feira e e assinado pelo juiz Filipe Guerra, que determina que se proceda à notificação do administrador da insolvência, João Gonçalves, para este “promover a liquidação do ativo da massa insolvente, com a maior brevidade possível, conferindo aos interessados a possibilidade de apresentarem, em tempo e local a definir, as respetivas propostas”.

A assembleia de credores da empresa de confeções Dielmar decidiu, a 10 de novembro, o encerramento definitivo do estabelecimento e deu cinco dias aos credores para se pronunciarem sobre uma proposta de compra da sociedade Valérius, no valor de 250 mil euros.

O juiz decidiu ainda que o administrador da insolvência, “no um prazo máximo de 90 dias deverá apresentar relatório atualizado acerca das diligências levadas a cabo”.

Na base desta decisão do Tribunal está o ressurgimento de duas novas propostas, comunicadas aos autos pelo gestor judicial, da autoria da sociedade Outfit 21 e do proponente Cláudio Nunes, que a 26 de outubro tinha apresentado à assembleia de credores, uma proposta de 10 milhões de euros.

À agência Lusa, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Baixa (STBB), Marisa Tavares, voltou a responsabilizar o Governo pela situação que se criou em torno deste processo: “Efetivamente não foram tomadas as medidas que deviam ter sido tomadas atempadamente”.

Defende ainda que a situação se deve resolver “o mais rapidamente possível e não esperar pelos 90 dias” dados agora pelo tribunal.

“Tudo o que for feito deve ser feito para que se criem condições de modo a que a proposta que vier a ser aprovada, inclua as instalações da Dielmar, em Alcains. Isso é importante referir para não se abrir aqui um precedente de que se vão vender os equipamentos e depois que façam deles o que quiserem, apesar de colocarem na proposta que vão admitir, preferencialmente, os trabalhadores da Dielmar. Isto é uma questão social de Alcains e deve ser trabalhada nesse sentido”, conclui.

Fundada em 1965, em Alcains, no concelho de Castelo Branco, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.

A Dielmar pediu a insolvência no passado dia 02 de agosto, tendo o Juízo de Comércio do Fundão da Comarca de Castelo Branco declarado a insolvência da empresa no dia seguinte.

Depois da rescisão de contratos para os trabalhadores das lojas e da não renovação dos contratos a termo, a empresa tem ainda cerca de 245 trabalhadores.

 

 

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