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terça-feira, 23 julho 2019 17:20

Pastel de Tentúgal candidato às 7 Maravilhas Doces de Portugal pelo distrito de Coimbra

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Arroz Doce do Baixo Mondego, Arrufadas de Coimbra, Bolo de Ançã, Escarpiada de Condeixa, Pastéis de Santa Clara e Pudim das Clarissas completavam o leque de "maravilhas" doceiras candidatas pelo distrito de Coimbra.

 

OPastel de Tentúgal é um dos pré-finalistas do concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal, eleito pelo público como o doce representante do distrito de Coimbra. A eliminatória decorreu hoje no Convento de Sant'Ana, em Coimbra, com emissão em direto na RTP1.

Arroz Doce do Baixo Mondego, Arrufadas de Coimbra, Bolo de Ançã, Escarpiada de Condeixa, Pastéis de Santa Clara e Pudim das Clarissas completavam o leque de "maravilhas" doceiras candidatas pelo distrito de Coimbra.

Os “Palitos Folhados” (inicialmente assim denominados), terão sido criados por uma freira carmelita do Convento de Nossa Senhora do Carmo, durante o século XVI, que decidiu oferecer este doce às crianças da aldeia, por altura do Natal. Nesta altura, o Pastel de Tentúgal chegou a ser utilizado como remédio para as crianças. Este pastel de ingredientes “pobres”, pincelado com pena de galinha, e cuja folha é mais fina que uma folha de papel vegetal, viria a tornar-se no maior símbolo de Tentúgal, concelho de Montemor-o-Velho, na medida em que produziu riqueza endógena e empoderou as mulheres da vila.

Um dos segredos é precisamente a massa: apenas composta de água e farinha. Esta é esticada delicadamente no chão em amplas salas pelas doceiras, até à espessura mais fina possível, sem quebrar. A massa estaladiça pode ser polvilhada com açúcar em pó, no momento de servir.

É apenas após o encerramento do Convento, no século XIX, que este doce conventual se celebrizou com a sua confeção a ser realizada pela única hospedaria situada no caminho entre Coimbra e a Figueira da Foz, antiga estrada nacional nº 111. Os Pastéis de Tentúgal ganharam fama também devido aos poetas, professores e estudantes da Universidade, que os levavam consigo após o término dos estudos. Um desses estudantes era António Nobre, que se deslocava mensalmente a Tentúgal para se abastecer de pastéis, esperando que, por entre as folhas finas e transparentes dos mesmos, viesse um bilhete da sua freira amada.

 

Devido aos Pastéis de Tentúgal, Tentúgal tornou-se paragem obrigatória para os apreciadores de doçaria conventual.

 

Tal como José Saramago na obra “Viagem a Portugal” (1984), existem outras referências que vêm confirmar que a reputação e notoriedade do pastel nascido no Convento de Nossa Senhora do Carmo:

- Augusto Fonseca no livro “Velharias de Coimbra” escreveu que antes de 1860 uma vendedeira de nome Rosa vendia por baixo do “Arco do Bispo (em Coimbra) os muitos apreciados pastéis de Tentúgal”.
 


- António Nobre, poeta português que estudou Coimbra entre 1888 e 1890, escreveu no seu poema “Carta a Manuel” que vinha a Tentúgal todos os meses visitar a linda freira e comprar o pastelinho.

 


- No “Conimbricense”, em 1981, falou-se os “afamados” pastéis de Tentúgal feitos no convento que é preciso comer uma vez na vida.

 


- Em 1884, encontra-se no livro Exposição Distrital referência aos “saborosos” pastéis de Tentúgal. Estas referências mais antigas vêm confirmar a origem do pastel no convento. Os adjetivos utilizados para o pastel são muito favoráveis e permitem constatar que os pastéis de Tentúgal eram já no século XIX um doce que gozava de uma extensa e favorável reputação.

 


- Na obra “O Doceiro Moderno” de J. M. Sousa Monteiro, dos finais do século XIX, diz que “estes pastéis serem em formula especial da localidade (...) contudo damos a maneira do folhado e empregar que constitui a parte mais difícil”.

 


- Na obra “Tratado Completo de Cozinha e de Copa” de Carlos Bento da Maia, cuja primeira edição data de 1904, encontramos a referencia à receita dos pastéis de Tentúgal onde é descrito que a massa deve ser puxada até atingir “a espessura e transparência do papel de seda”. Sobre o processo de produção da massa, em 1904, este autor refere, ainda, que “pela descrição do processo, claramente se vê que mãos pouco destras não conseguem pô-lo em prática bem (...).

 


- Em 1936, António Maria de Oliveira Belo na obra “Culinária Portuguesa” refere que os pastéis de Tentúgal “são de mui custosa preparação pela dificuldade em preparar a massa que só uma longa prática permite executar”.

 


Retirado do Regulamento (CE) n.º 510/2006 do Conselho “Pastel de Tentúgal” publicado a 6 de Outubro de 2012 no Jornal Oficial da União Europeia.

 

 

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