quinta, 12 outubro 2017 15:12

Castanha: a rainha da Beira e do Outono

A Castanha dos Soutos da Lapa DOP é produzida na região Centro, nos distritos de Viseu e Guarda, nomeadamente nos concelhos de Aguiar da Beira, Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca e Trancoso.

 

Em Portugal, a apanha da castanha faz-se logo que o Outono começa. Durante muitos anos, este foi o principal alimento das populações rurais, sobretudo antes da introdução da batata na gastronomia portuguesa. O fruto, considerado inicialmente de inferior qualidade, era utilizado como alimento dos animais domésticos, em especial de suínos.

Hoje são-lhe mais que reconhecidas as propriedades nutritivas e organolépticas, cuja produção nacional assenta principalmente nas seguintes variedades: Martaínha e Longal (dos soutos da Beira Interior); Longal, Martaínha e Judia (Trás-os-Montes); e Bária e Colarinha (Alto Alentejo), além de algumas espécies híbridas dispersas um pouco pelo país

Existem 4 tipos de castanha de Denominação de Origem Protegida (DOP), que reúnem características distintivas de acordo com o solo e as condições climatéricas dos territórios a que se circunscrevem (Castanha Soutos da Lapa, Castanha da Terra Fria, Castanha da Padrela e Castanha de Marvão).

A Castanha dos Soutos da Lapa DOP é produzida na região Centro, nos distritos de Viseu e Guarda, nomeadamente nos concelhos de Aguiar da Beira, Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca e Trancoso. Parte da produção é entregue numa cooperativa agrícola da região (BANDARRA - Cooperativa Agrícola do Concelho de Trancoso, C. R. L.), que se encarrega da preparação e comercialização do produto. Os destinos são as grandes e médias superfícies de venda e os mercados abastecedores de Lisboa e Coimbra. Uma parte da castanha destina-se ao mercado externo.

A importância do fruto na região da Beira Interior, é bem visível na toponímia: Souto (Sabugal), Monte Soito (Guarda), Castanheira (em Trancoso, em Manteigas, na Guarda e em Gouveia), Souto Maior (Trancoso) e Soito do Bispo (Guarda), são alguns dos lugares onde o castanheiro tem lugar de destaque.

Existem muitos castanheiros emblemáticos na região, entre eles, o "Castanheiro Velho" de Arrifana (Guarda), cuja idade estimada em dois mil anos lhe justifica o nome. O seu tronco apresenta o maior perímetro encontrado em Portugal: 13 metros e 20 centímetros.

Ainda na Guarda, em Aldeia do Bispo, existe um museu dedicado ao fruto que é rainha da Beira. O Museu da Castanha apresenta três exposições permanentes, entre elas o ciclo completo da castanha.

Com uma produção próxima das 40 mil toneladas, segundo dados Associação Portuguesa da Castanha (RefCast), estima-se que a castanha portuguesa possa valer, anualmente, entre de 60 e 75 milhões de euros, em valor pago à produção. É o segundo fruto de maior exportação, logo a seguir à Pêra Rocha do Oeste, com uma área de produção que em 1980 era de 14 000 hectares (ha), valor esse que mais que duplicou durante a década de 90 para cerca de 30 000 ha, ocupando atualmente cerca de 36 000 ha do território nacional.

A produção mundial de castanha representa atualmente cerca de 1,9 milhões de toneladas das quais, 1,7 milhões são produzidas na Ásia, contribuindo a Europa com cerca de 200 mil toneldas, com a Itália a liderar a produção europeia com cerca de 50 mil toneladas.

Reconhecido a nível internacional pela sua qualidade organolética, este é um fruto rico em hidratos de carbono, isento de colesterol, possuíndo minerais como o potássio, fósforo, cálcio e magnésio e valores relevantes em oligoelementos como, por exemplo, o cobre e manganês. Também os aminoácidos e as fibras sem encontram neste alimento em grandes quantidades. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São tricas em vitaminas C e B6 e também uma boa fonte potássio.

A procura crescente do fruto está associada à inclusão recente na gastronomia urbana, devido à sua enorme diversidade de utilização e confeção. Embora seja uma semente como a noz, possui menos gordura mas mais amido, o que lhe dá possibilidade de diversificação na alimentação, sendo utilizadas de maneiras muito diversas: assadas, cozidas, fritas, em sopa, com carne ou mesmo em sobremesas. A castanha de calibre médio destina-se ao consumo em fresco ou para congelação, ou à indústria de confeitaria. Os principais países importadores deste fruto são o Brasil, a França e a Suíça.

 

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