A proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2024 foi aprovada com os votos a favor da maioria do PSD e votos contra da bancada PS e do partido Chega.
Segundo aquela autarquia do distrito de Coimbra, "o documento de gestão agora apresentado, mantem os princípios de gestão que a CMM tem vindo a adotar nos últimos 10 anos e que se baseiam em valores como a transparência, o rigor e cumprimento dos compromissos assumidos com os mirenses".
Este foi um documento elaborado num contexto de incerteza / imprevisibilidade quanto ao evoluir da economia por força de fatores exógenos, advindos, nomeadamente, do atual conflito no Médio Oriente e na Ucrânia, assim como num contexto inflacionista, com impacto direto sobre o orçamento da despesa (Ex: Revisões Extraordinárias de Preços, Energia, RSU, etc.).
Acresce o atual contexto de incerteza política, resultante da convocação de eleições legislativas antecipadas e as taxas de juro de mercado ainda significativamente elevadas; salienta o município.
"Apesar deste cenário macroeconómico ser altamente desfavorável para os municípios", a Câmara de Mira prevê "continuar a fazer investimentos estruturais concluindo os projetos em curso, nomeadamente na área da habitação, que será uma aposta estratégica do Município de Mira. Terá inicio em 2024, o projeto da Videira Norte, o maior investimento de sempre neste domínio, superior a 10 milhões de euros".
Na área da educação, a par da requalificação da Escola Secundária de Mira, com um novo bloco já projetado, o Município tem em curso uma candidatura para a requalificação da Escola Básica de Mira num investimento total de 11, 4 milhões de euros; frisa o município.
Paro o Centro de Saúde de Mira (Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Mira – UCSP Mira) está já aprovado o projeto para a sua requalificação no valor 1.822.398,00€, tendo o Município previsto também a requalificação das 4 extensões de saúde num investimento de mais 1 milhão de euros.
Tendo em conta todos estes fatores, o presidente da CMM, Artur Fresco, considera que, sendo este o seu primeiro orçamento enquanto Presidente da autarquia, foi bastante desafiador ao nível da sua elaboração, desde logo por ser o mais alto de sempre, “com as transferências de competências assumidas, com as consequências do Orçamento de Estado, sobretudo ao nível da política de recursos humanos e a subida da generalidade dos preços, este foi um orçamento difícil de concretizar”, concluiu.
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