O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) lançou um apelo urgente à dádiva de sangue, após um período crítico marcado pelo aumento das infeções respiratórias, que teve impacto direto nas reservas de sangue dos grupos A+, A-, O+ e O-, atualmente insuficientes para dar resposta às necessidades dos doentes.
De acordo com a presidente do IPST, Maria Antónia Escoval, a situação de carência verifica-se todos os anos nesta altura e atinge todo o país, sendo particularmente grave em unidades hospitalares da região de Lisboa, como a ULS Santa Maria, a ULS São José e a ULS Amadora/Sintra.
“Precisamos diariamente de cerca de 1.100 unidades de sangue para dar resposta aos doentes oncológicos, hemato-oncológicos, vítimas de trauma, acidentes e doenças do sangue que necessitam de transfusões regulares”, explicou à Lusa.
A responsável referiu ainda que, desde o início de janeiro, o aumento substancial de transplantes também tem levado a um maior consumo de componentes sanguíneos. Entre 1 de janeiro e 19 de fevereiro, foram realizados 118 transplantes de fígado, rim, coração, pulmão e pâncreas em Portugal.
A presidente do IPST lembrou que a escassez de sangue ocorre habitualmente nos meses de inverno e de verão, devido ao impacto das infeções respiratórias e à ausência de dadores regulares durante as férias.
O instituto reforça a importância da mobilização da população, incentivando todos os cidadãos saudáveis a doarem sangue. Para facilitar, os interessados podem encontrar os locais de recolha em https://dador.pt/.
Postos fixos de recolha de sangue: Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra, abertos de segunda a sábado, das 8h00 às 19h30.
O IPST sublinha que a dádiva de sangue é um ato seguro, rápido e fundamental para salvar vidas, apelando a todos para que contribuam para a reposição das reservas.
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