A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apelou, na terça-feira, 16 de dezembro, à população para a importância da dádiva de sangue, especialmente durante a época festiva, período em que as necessidades tendem a aumentar e a disponibilidade de dadores a diminuir.
Segundo a federação, os dados mais recentes relativos às reservas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) são motivo de preocupação, com particular incidência nos grupos sanguíneos O positivo, O negativo, B negativo e A negativo.
De acordo com a informação divulgada, o grupo sanguíneo mais crítico era o B negativo, com apelo à dádiva imediata, seguindo-se os grupos A negativo e O positivo, cujas reservas garantiam apenas um a dois dias. Já os grupos AB negativo e O negativo apresentavam reservas estimadas entre três a cinco dias.
Apesar de, ao nível da reserva nacional hospitalar, todos os grupos sanguíneos se encontrarem em níveis considerados normais, a federação sublinha a necessidade de dádivas regulares para assegurar a estabilidade do sistema.
A região do Algarve é apontada como a mais deficitária, com reservas de três a cinco dias para os grupos AB positivo e O positivo.
No âmbito da campanha “Neste Natal dê o seu melhor presente, dê sangue, dê vida!”, a FEPODABES alerta que os níveis das reservas necessitam de ser reforçados de forma contínua, sublinhando que cada dádiva pode fazer a diferença na salvaguarda de vidas humanas.
Citado em comunicado, o presidente da federação, Alberto Mota, lembra que o país se encontra em fase epidémica de gripe, situação que poderá reduzir ainda mais o número de dadores disponíveis, reforçando o apelo à participação de todos os cidadãos que se encontrem em boas condições de saúde.
A federação recorda ainda que uma única dádiva de sangue pode salvar até três vidas e que, em Portugal, os níveis de stock são por vezes reduzidos, tornando essencial a captação de novos dadores.
Para doar sangue, é necessário ter entre 18 e 65 anos — sendo possível doar aos 17 anos com autorização parental —, pesar pelo menos 50 quilos, estar de boa saúde e manter hábitos de vida saudáveis. A idade máxima para a primeira dádiva é de 60 anos.
O presidente da FEPODABES alertou também para a redução e o envelhecimento do número de dadores regulares, sublinhando a necessidade de incentivar os mais jovens à dádiva contínua.
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