A semana bolsista ficou marcada por forte volatilidade nas principais praças europeias, com o índice PSI, da Euronext Lisboa, a acompanhar a tendência negativa que dominou os mercados internacionais, pressionados sobretudo por tensões geopolíticas e pela subida dos preços da energia.
Segundo dados de mercado, o PSI encerrou a sessão de sexta-feira, 6 de março de 2026, próximo dos 8.860 pontos, acumulando uma queda semanal superior a 3%, depois de ter registado fortes oscilações ao longo dos últimos dias.
A semana ficou particularmente marcada pela sessão de terça-feira, 3 de março, quando o principal índice português caiu cerca de 4,24%, naquela que foi a pior sessão desde abril, pressionado por perdas generalizadas entre as cotadas.
O sentimento negativo nos mercados foi alimentado sobretudo pela escalada das tensões no Médio Oriente, que provocou uma forte subida dos preços do petróleo e reforçou os receios de inflação e de abrandamento económico.
As bolsas europeias caminham mesmo para a pior semana em quase um ano, com o índice pan-europeu STOXX 600 a registar perdas significativas e vários mercados — como Frankfurt, Paris, Madrid ou Milão — a acompanhar a tendência descendente.
A incerteza geopolítica levou os investidores a reduzir exposição a setores mais sensíveis ao ciclo económico, como banca, turismo e indústria, enquanto empresas ligadas à energia e defesa beneficiaram da subida das matérias-primas e do aumento das despesas militares.
Também em Lisboa, a semana foi marcada por sessões de forte volatilidade. O índice começou a semana acima dos 9.200 pontos, mas rapidamente entrou em queda, refletindo o clima de aversão ao risco nos mercados internacionais.
As perdas foram particularmente visíveis em várias cotadas ligadas à energia renovável, construção e serviços públicos, que lideraram as descidas durante as sessões mais negativas.
Apesar da tendência geral de queda, algumas empresas conseguiram amortecer parte das perdas. Entre os títulos que mais contribuíram positivamente para o índice destacaram-se ações do setor energético e de telecomunicações, que registaram ganhos pontuais ao longo da semana.
Entre os títulos mais acompanhados do PSI durante a semana estiveram empresas como Galp Energia, EDP Renováveis, EDP, Jerónimo Martins, BCP, NOS ou Mota-Engil.
Algumas destas cotadas registaram oscilações significativas em função das notícias corporativas e da evolução dos preços da energia, que se tornaram um dos principais motores do comportamento dos mercados.
De acordo com dados de mercado, a Galp esteve entre os títulos com melhor desempenho relativo, beneficiando da valorização do petróleo, enquanto empresas mais expostas ao ciclo económico foram penalizadas pela aversão ao risco.
Apesar da semana negativa, o índice PSI continua a apresentar um desempenho positivo numa perspetiva anual. O principal índice da bolsa portuguesa mantém-se cerca de 30% acima do valor registado há um ano, refletindo o forte ciclo de valorização observado nos mercados desde 2025.
Analistas sublinham, contudo, que a volatilidade deverá continuar elevada nas próximas semanas, uma vez que os investidores permanecem atentos à evolução do conflito no Médio Oriente, ao comportamento dos preços da energia e às decisões de política monetária na zona euro.
Nesse contexto, os mercados europeus poderão continuar sensíveis a novos desenvolvimentos geopolíticos e macroeconómicos, fatores que deverão continuar a condicionar a evolução da bolsa de Lisboa.
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