Um homem de 52 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas da prática dos crimes de burla qualificada e burla simples, que terão causado prejuízos superiores a 60 mil euros a uma mulher, no decurso de um esquema desenvolvido ao longo de 2025 e 2026.
Em comunicado, a PJ adianta que a detenção foi efetuada pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga. O suspeito apresentava-se na rede social Facebook como agente da Polícia de Segurança Pública, estabelecendo contacto com mulheres de meia-idade, algumas delas com fragilidades afetivas ou relacionais.
Segundo a investigação, o homem iniciava conversas através daquela rede social e, posteriormente, marcava encontros, chegando mesmo a coabitar com algumas das vítimas. Num dos casos investigados, manteve durante mais de um ano uma relação afetiva com uma mulher que se encontrava em processo de divórcio, conquistando a sua confiança.
Nesse contexto, o suspeito disponibilizou-se para a ajudar no processo de separação, afirmando que a filha seria advogada e que poderia acompanhar o processo. Através deste expediente, fez a vítima acreditar que o divórcio estaria a decorrer de forma célere e que poderia também auxiliá-la na partilha de bens, conseguindo obter cerca de 25 mil euros, alegadamente destinados ao pagamento de valores relacionados com a divisão do património, nomeadamente a casa de morada de família.
Além desse montante, convenceu ainda a vítima a entregar-lhe dinheiro e objetos de valor sob o argumento de que estariam mais seguros na sua posse. Durante o relacionamento, o suspeito terá ainda inventado um alegado acidente de trabalho grave, afirmando necessitar de internamento numa clínica privada, situação que levou a mulher a entregar-lhe vários milhares de euros para suportar essas supostas despesas.
A investigação permitiu ainda recolher indícios de que o homem se apresentou como elemento policial a outras mulheres, das quais também terá obtido vantagens patrimoniais ilícitas, sendo por isso admitida a existência de mais vítimas.
Num outro episódio recente, o suspeito apresentou-se como elemento da Guarda Nacional Republicana e conseguiu obter cerca de 600 euros de uma mulher, prometendo facilitar questões relacionadas com contraordenações e com a legalização de uma viatura.
O detido, sem ocupação profissional fixa, será presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.
O inquérito corre termos no DIAP de Fafe.
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