A cidade de Coimbra associa-se à plataforma nacional Casa Para Viver, com manifestações marcadas em vários pontos do país para 21 de março. Dezenas de cidades saem à rua para exigir respostas que combatam a crise habitacional que assola o país; informou a organização.
Em Coimbra, a manifestação está marcada para as 15h00 de sábado, com início junto ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e concentração final na Rua Ferreira Borges, junto às estátuas da canção de Coimbra.
Também foram convocados protestos nas cidades de Aveiro, Braga, Covilhã, Faro, Lagos, Lisboa, Portalegre, Porto e Viseu. Sexta-feira, na véspera da manifestação, às 17h30, no Largo da Portagem, organizar-se-á uma oficina de cartazes pública.
Em Coimbra, aos dois coletivos que lançaram a convocatória inicial, Porta Adentro e Porta a Porta, espera-se que se associem vários coletivos e movimentos da cidade, dada a transversalidade da crise da habitação, que afeta toda a sociedade, desde pessoas trabalhadoras, a famílias e estudantes.
Coimbra liderou o aumento do preço das casas no segundo trimestre de 2025. A manifestação Casa Para Viver alerta que as medidas tomadas pelo novo governo apenas vieram agravar ainda mais a crise de habitação, tendo o preço das casas subido 27% desde o anúncio do primeiro pacote de medidas para resolver esta crise.
O apelo é a que a cidadania, associações, grupos, repúblicas, casas e coletivos se juntem à construção de um movimento alargado pela habitação, pelo fim da especulação imobiliária, pelo fim da transformação excessiva e abusiva de edifícios para fins turísticos, pelo direito à cidade e por habitação pública, inclusiva e acessível, no cumprimento do direito à habitação consagrado no artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa; salienta a organização.
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