O Teatro Municipal da Lousã (TML) apresentou esta terça-feira, 24 de março, a sua programação para o próximo trimestre (abril a junho de 2026). Durante a apresentação da programação, o presidente da Câmara Municipal da Lousã (CML), Vítor Carvalho destacou a diversidade da agenda cultural «desde o teatro, à música, à dança e ao cinema, numa oferta que pretende abranger todas as faixas etárias, numa programação que vai dos 8 aos 80 (anos), naquela que será a aposta na oferta cultural do concelho».
A vice-presidente da CML e vereadora da Cultura, destacou algumas iniciativas levadas a cabo pelas associações e organizações concelhias, entre elas «O Xisto e o Mondego» - uma iniciativa da Musical Lousã com a participação do Orfeon Académico de Coimbra; o espetáculo «Pela Arte é que Vamos» dedicado a uma população mais sénior e promovido pela Academia de Bailado da Lousã.
Ana Paula Sançana revelou ainda que este ano, as comemorações do 25 de Abril realizar-se-ão no Teatro Municipal da Lousã, e que terá no encerramento das comemorações, o espetáculo «Cravos e Cordas» aberto a toda a população.
No que respeita ao cinema, a programação do trimestre será realizada em colaboração com a ATIVAR (através do Cine 47) visando a exibição de filmes que não estão no circuito comercial e que serão acompanhados, no final, de uma conversa/tertúlia no café-bar do TML; e a programação inclui também a exibição de cinco filmes que foram candidatos aos Óscares de Hollywood.
Com uma proposta culturalmente transversal - da música ao teatro, passando pela dança, cinema e projetos comunitários -, esta temporada reforça o compromisso com a acessibilidade, a mediação cultural e o diálogo entre tradição e contemporaneidade; salienta a autarquia.
O diretor do TML, João Aidos, destacou também a diversidade da oferta cultural para o trimestre visando diferentes faixas etários e diferentes tipos de público.
A programação do trimestre inicia em abril com propostas que visam diferentes públicos e linguagens artísticas.
A começar pelo mês de Abril, João Aidos destacou os espetáculos «Ponto de Fuga», de Martim Sousa Tavares com João Barradas - uma viagem transversal pelas artes, e a instalação performativa; «O Espuma do Mar», uma iniciativa dirigida ao público infantil e escolar, que aposta numa experiência sensorial e imersiva.
Ainda nem abril, o concerto «Ricardo Ribeiro canta Zeca Afonso» assinala a importância da memória coletiva e da música de intervenção, enquanto o espetáculo «Amor de Perdição», de Leonor Barata, propõe uma abordagem interdisciplinar entre dança, literatura e pensamento crítico.
Simultaneamente, o ciclo de cinema promovido pelo Cineclube47 promove reflexões sobre história, política e criação artística, com uma seleção de cinema documental e nomeações aos Óscares da Academia.
Em maio, João Baião apresenta «Baião d’Oxigénio», num espetáculo que cruza comédia, teatro musical e performance. Na música, destaca-se o concerto «As Folhas Novas Mudam de Cor», que revisita a obra de António Pinho Vargas num encontro entre o pianista e várias gerações de músicos, e a apresentação do novo álbum de António Zambujo, «Oração ao Tempo».
No teatro, «Mães», versão portuguesa do sucesso da Broadway de Sue Fabisch encenada por Ricardo Neves-Neves com Ana Cloe, Gabriela Barros, Raquel Tillo e Tânia Alves, oferece. Uma perspetiva cómica e emocional sobre a maternidade.
A dança marca também presença com «Rodopios» do Grupo Nossas Danças, que reinventa tradições populares portuguesas numa linguagem contemporânea.
O mês de junho reforça a dimensão educativa, comunitária e interdisciplinar da programação. «Chão de Meninos», de Madalena Victorino, propõe uma experiência sensorial dirigida ao público infantil, enquanto «oLARé?!» de Ricardo Falcão, envolve a comunidade sénior num processo artístico participativo que reflete sobre o envelhecimento e o lugar social.
O teatro assume um papel de intervenção com «O Retorno do Barco Vazio», a nova criação da companhia lousanense Barraca Preta que questões de migração e ética contemporânea.
Já as propostas do Teatro Só, «Sorriso» e «Somente», encerram a temporada com espetáculos de forte componente visual e poética, centrados nos temas da memória, solidão e envelhecimento, apresentados em espaço público e de acesso gratuito.

Com esta programação, o Teatro Municipal da Lousã consolida o seu papel enquanto plataforma cultural inclusiva e plural, promovendo o acesso às artes, incentivando a participação ativa dos públicos e contribuindo para o desenvolvimento cultural sustentável do concelho.
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