O partido LIVRE promoveu, no sábado, dia 9 de maio, uma sessão pública em Coimbra dedicada à reflexão sobre os princípios que devem orientar a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), com o objetivo de o tornar mais operativo, justo e resiliente.
Em comunicado, o Grupo de Coordenação Local do Núcleo Territorial Municipal de Coimbra do LIVRE adianta que a iniciativa contou com a participação do urbanista Jorge Carvalho, da engenheira civil e co-porta-voz do partido Isabel Mendes Lopes e do urbanista Nuno Pinto.
A sessão teve como propósito fomentar o debate entre especialistas, cidadãos e responsáveis políticos sobre os desafios atuais do planeamento territorial, surgindo no contexto da decisão do executivo municipal de suspender parcialmente o PDM em vigor e retomar o processo de revisão.
Segundo o partido, importa distinguir dois momentos neste processo: a suspensão parcial do plano, como resposta transitória a necessidades imediatas, e a sua revisão estrutural, que deverá definir o modelo territorial de Coimbra a longo prazo, com base em critérios de sustentabilidade, participação pública e justiça urbana.
Do debate resultou um conjunto de princípios orientadores que o LIVRE pretende sistematizar e apresentar à Câmara Municipal de Coimbra, no âmbito de um processo que o partido considera dever assentar na colaboração institucional.
Entre as principais linhas identificadas destacam-se a necessidade de uma visão estratégica para o território, a articulação intermunicipal, a introdução de maior flexibilidade com critérios transparentes, e a integração entre planeamento urbano e mobilidade.
Foram ainda sublinhadas prioridades como a adaptação às alterações climáticas, a proteção da estrutura ecológica, a valorização do espaço público e da qualidade de vida, bem como o reforço da participação cidadã desde as fases iniciais do processo.
O LIVRE considera que a revisão do PDM deve constituir uma oportunidade para preparar Coimbra para desafios futuros, como a transição energética, as dinâmicas demográficas, a habitação, a mobilidade e a coesão territorial.
Os contributos resultantes desta sessão serão agora formalmente apresentados à autarquia.
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