A Polícia Judiciária arrestou bens avaliados em cerca de dois milhões de euros no âmbito de uma investigação relacionada com crimes de corrupção e branqueamento de capitais.
Em comunicado, a PJ adianta que a operação foi conduzida pelo Gabinete de Recuperação de Ativos, na sequência de uma investigação patrimonial e financeira desenvolvida após a operação “My Friend”, realizada pela Diretoria do Centro em fevereiro de 2020.
O inquérito, dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra, envolve cinco arguidos, entretanto acusados e a aguardar julgamento, por suspeitas dos crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa agravada e branqueamento de capitais.
No âmbito das diligências agora realizadas, foram arrestados três imóveis, 17 viaturas e 36 contas bancárias, num valor patrimonial próximo dos dois milhões de euros.
Segundo a Polícia Judiciária, a investigação financeira permitiu identificar um património ilícito global superior a 2,2 milhões de euros, pertencente aos cinco arguidos.
Na sequência de promoção efetuada pelo Ministério Público, o tribunal determinou a aplicação de medidas de arresto preventivo para garantir a eventual perda alargada de bens, no montante de 1.989.777,69 euros.
A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Centro, em inquérito dirigido pelo Ministério Público – DIAP Regional de Coimbra – no âmbito de uma investigação que se iniciou no final do ano de 2018, deteve cinco homens com idades compreendidas entre os 48 e os 67 anos pela prática dos crimes de Corrupção passiva e ativa, Falsificação de Documentos, Branqueamento, Acesso Ilegítimo Qualificado, e Fraude Fiscal Qualificada.
Nesta operação, que ocorreu nas zonas de Lisboa, Leiria e Coimbra, foram realizadas 29 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, em entidades públicas e empresas, envolvendo investigadores e peritos da Policia Judiciária, além de Magistrados Judiciais e do Ministério Publico
Os arguidos, um deles funcionário da AT, violando claramente os respetivos deveres funcionais e em claro prejuízo do erário público, atuavam em beneficio de terceiros na resolução de problemas fiscais, recebendo contrapartidas monetárias e outras.
Foram apreendidos elementos indiciários relevantes, nomeadamente documentos, telemóveis, computadores e saldos bancários. A investigação prossegue para determinação de todas as condutas criminosas, seu alcance e respetivos agentes.
Os detidos vão ser sujeitos a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas
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