A exposição imersiva «A Última Floresta» foi inaugurada em Águeda com o objetivo de sensibilizar a população para as consequências dos incêndios florestais e para a importância da prevenção deste fenómeno que continua a afetar o território nacional.
Instalada no Largo Dr. António Breda, a mostra propõe uma experiência sensorial e pedagógica que procura aproximar os visitantes da realidade vivida pelas populações e operacionais em cenários de incêndio. Através de calor, vento, aromas e elementos visuais, a instalação recria o ambiente de uma floresta devastada pelo fogo.

Na inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, apelou à reflexão sobre os comportamentos humanos que estão na origem da maioria dos incêndios florestais, defendendo a necessidade de uma maior consciência coletiva na proteção da floresta. O autarca recordou ainda a tragédia de Castanheira de Vouga, que assinala 40 anos em junho, considerando que o concelho continua profundamente marcado por esse acontecimento.
A exposição integra 95 árvores reais destruídas por incêndios em diferentes regiões do país, entre pinheiros, eucaliptos, carvalhos e castanheiros, permitindo aos visitantes contactar de forma direta com os efeitos da destruição causada pelo fogo. O percurso inclui ainda conteúdos digitais acessíveis através de códigos QR associados a cada exemplar exposto.

O vice-presidente da Câmara de Águeda, Edson Santos, destacou que a iniciativa se enquadra na estratégia municipal de utilização da arte como ferramenta de sensibilização pública, procurando envolver a comunidade e promover a discussão sobre temas de interesse coletivo. A localização junto de um estabelecimento de ensino foi escolhida para facilitar o contacto dos mais jovens com a temática da prevenção dos incêndios.
A sessão inaugural contou com a participação de representantes de diversas entidades ligadas à proteção civil, segurança e socorro, bem como de crianças do Bela Vista – Centro de Educação Integrada, que realizaram uma visita ao espaço.
A exposição estará patente ao público até 14 de junho e termina com uma mensagem de esperança simbolizada por um «carvalho da esperança», associado a futuros projetos de reflorestação com espécies autóctones.
Aveiro
Castelo Branco
Coimbra
Guarda
Leiria
Viseu
EmpresasPatrimónioNaturezaGastronomia |