A Câmara Municipal de Águeda formalizou a atribuição de apoios ao arrendamento a 56 agregados familiares do concelho, num investimento superior a 94 mil euros destinado a apoiar famílias que atravessam situações de maior vulnerabilidade económica.
A assinatura dos apoios decorreu recentemente no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão que reuniu beneficiários e proprietários abrangidos pela medida, integrada no Programa de Subsídio ao Arrendamento do Município de Águeda.
Em comunicado, a autarquia adianta que este apoio pretende garantir o acesso a habitação permanente a famílias com dificuldades financeiras, funcionando como um instrumento de promoção da inclusão social e da estabilidade habitacional.
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, destacou a importância desta medida, considerando-a um dos programas sociais mais relevantes do concelho. O autarca sublinhou que todos os pedidos que cumpram os critérios estabelecidos no regulamento municipal são apoiados, sem limitações orçamentais.
Segundo o edil, o programa procura responder a momentos transitórios de dificuldade, permitindo às famílias reorganizar a sua situação económica, mas assegurando igualmente apoio prolongado nos casos em que tal se revele necessário.
Jorge Almeida salientou ainda que o modelo adotado pelo município privilegia a integração das famílias na comunidade, evitando a concentração habitacional em bairros sociais. Para além da vertente social, considera que o programa contribui para dinamizar o mercado de arrendamento, oferecendo maior confiança aos proprietários e incentivando a colocação de habitações desocupadas no mercado.
Também a vereadora da Ação Social, Marlene Gaio, destacou o impacto da iniciativa, referindo que o apoio estabelece um compromisso entre município, arrendatários e proprietários, garantindo segurança nos pagamentos e promovendo a disponibilização de mais habitações para arrendamento.
A responsável acrescentou que o objetivo passa igualmente por criar condições para que as famílias alcancem maior autonomia financeira e social, utilizando este apoio como ponto de partida para uma melhoria sustentada das suas condições de vida.
O período de candidaturas à primeira fase do programa decorreu entre 15 de outubro e 15 de dezembro de 2025, tendo sido apresentadas 101 candidaturas. Após análise dos processos, foram consideradas elegíveis 56 famílias, de acordo com os critérios definidos no regulamento municipal, nomeadamente o limite de rendimento mensal per capita fixado em 30% do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) de 2025.
O valor atribuído a cada agregado varia em função da respetiva taxa de esforço e da situação económica familiar. A segunda fase do Programa de Subsídio ao Arrendamento encontra-se atualmente em fase de avaliação de candidaturas.
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