A Casa da Cultura de Góis recebeu, na passada sexta-feira (10), a cerimónia oficial de abertura da 30.ª edição do Góis Oroso Arte, assinalando três décadas de um dos mais relevantes projetos de intercâmbio artístico entre Portugal e a Galiza. Sob o tema "Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram", a edição de 2026 reúne artistas de sete nacionalidades, afirmando a dimensão internacional do certame e reforçando a ligação entre arte, natureza, comunidade e cooperação transfronteiriça.
A sessão contou com a presença de representantes institucionais portugueses e galegos, artistas, participantes da Residência Artística e comunidade, integrando momentos culturais, intervenções institucionais e a apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos pelos jovens participantes da Residência Artística. Ao longo da semana, esta iniciativa voltou a proporcionar um espaço de aprendizagem, experimentação e intercâmbio cultural, promovendo o contacto entre diferentes gerações e linguagens artísticas. Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, destacou o percurso consolidado do certame e o seu impacto na valorização do território.
"Celebramos hoje 30 anos de um projeto que nasceu sob o lema 'A Arte do Homem Celebra a Arte da Natureza', um princípio que continua a definir a identidade deste certame".
O autarca sublinhou ainda a importância da cultura enquanto motor de desenvolvimento local, defendendo que "é esta visão que continuamos a defender em Góis: um concelho que valoriza o seu património natural e cultural, que aposta na cooperação internacional e que acredita que investir na cultura é investir no futuro".
Um dos momentos marcantes da cerimónia foi a intervenção do curador do Góis Oroso Arte, Rafael Ambel, que lançou uma visão ambiciosa para o futuro do projeto, defendendo a criação de um espaço permanente dedicado ao vasto património artístico construído ao longo de três décadas.
"Porque não transformar Góis na grande referência da arte contemporânea do centro de Portugal?"
Ao longo da sua intervenção, Rafael Ambel salientou que o património artístico acumulado pelo Góis Oroso Arte constitui uma oportunidade única para afirmar o concelho como um verdadeiro polo de criação, investigação, formação e intercâmbio artístico, defendendo um centro de arte vivo, capaz de desenvolver atividade cultural ao longo de todo o ano.
A edição de 2026 decorre sob o mote "Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram", propondo uma reflexão artística sobre dois elementos profundamente ligados à identidade e à paisagem de Góis. A programação prolonga-se até ao final do mês de julho, incluindo exposição coletiva, arte ao vivo em diferentes pontos do concelho, iniciativas participativas, residências artísticas e um programa cultural diversificado.
Após a cerimónia oficial de abertura, a comitiva deslocou-se à Casa do Artista de Góis, onde foi inaugurada a exposição coletiva do Góis Oroso Arte 2026. Patente até 31 de julho, a mostra reúne obras de artistas de sete nacionalidades, inspiradas no tema "Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram", assinalando o início da componente expositiva do certame e convidando o público a conhecer diferentes linguagens, técnicas e perspetivas artísticas.
Com trinta anos de história, o Góis Oroso Arte continua a afirmar-se como um dos mais relevantes projetos de cooperação cultural entre Portugal e a Galiza. Ao promover o encontro entre artistas, comunidade e território, o certame reforça a projeção nacional e internacional de Góis e consolida a ambição de afirmar o concelho como um espaço de referência para a criação artística contemporânea.
Góis Oroso Arte 2026 leva a arte ao encontro da comunidade em mais um dia de programação

O Góis Oroso Arte 2026 voltou, no sábado, 11 de julho, a afirmar a sua ligação ao território e à comunidade com um conjunto de iniciativas que levaram a arte para diferentes pontos do concelho. Entre momentos de formação, criação artística ao vivo e música, o segundo dia da 30.ª edição do certame proporcionou novas experiências de aproximação entre artistas, património e público.
A manhã começou no Parque de Lazer do Cerejal, com a atividade "Arte para Todos/as – Aula Aberta", dinamizada pelos artistas Margarida Soares e Camarro Silva. A sessão contou com a participação do grupo de jovens da Residência Artística, que teve a oportunidade de aprofundar conhecimentos, experimentar novas abordagens às artes visuais e desenvolver o seu processo criativo num ambiente de aprendizagem, partilha e acompanhamento artístico.
Ao longo do dia, a iniciativa "Arte ao Vivo" voltou a transformar o espaço público num verdadeiro atelier ao ar livre, permitindo ao público acompanhar o processo criativo dos artistas em tempo real. As intervenções decorreram no Parque de Lazer do Cerejal, na aldeia de Cadafaz e na localidade de Roda Fundeira, aproximando a criação artística das comunidades e valorizando diferentes locais do concelho através da arte.
A programação prosseguiu durante a noite, no Auditório da Casa da Cultura de Góis, com o concerto do grupo Segue-me à Capela, que proporcionou um momento de grande qualidade artística e integrou a componente musical do Góis Oroso Arte 2026, encerrando mais um dia de celebração da cultura e do intercâmbio entre diferentes formas de expressão artística.
Sob o tema "Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram", a 30.ª edição do Góis Oroso Arte continua a promover o encontro entre artistas, comunidade e território, através de uma programação diversificada que reforça a dimensão cultural do concelho e consolida este projeto como uma referência de cooperação artística entre Portugal e a Galiza.

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