O preço dos combustíveis deverá voltar a registar um aumento significativo na próxima semana, entre os dias 20 e 26 de julho, com o gasóleo a subir cerca de 11,5 cêntimos por litro e a gasolina aproximadamente seis cêntimos, segundo as previsões disponíveis para o mercado nacional.
As estimativas foram revistas após a publicação da portaria relativa ao mecanismo de atualização do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), que esclareceu que não haverá um desconto adicional extraordinário, mas apenas a aplicação da fórmula semanal habitual de atualização daquele imposto.
O Governo lançou na sexta-feira, valores errados que lançaram a confusão na previsão dos descontos do ISP na próxima segunda-feira. Assim, não haverá nenhum desconto adicional, como havia referido o ministro da Presidência, Leitão Amaro, mas sim a aplicação da fórmula semanal normal. O ministro provavelmente interpretou mal os valores que foram publicados na Portaria. As subidas devem ser de facto muito altas.
Desta forma, o impacto da redução do ISP será bastante inferior ao inicialmente esperado, traduzindo-se numa diminuição de cerca de 1,7 cêntimos por litro no gasóleo e de 0,6 cêntimos na gasolina, valores insuficientes para compensar a forte subida das cotações internacionais dos combustíveis.
Caso as previsões se confirmem, o preço médio do gasóleo simples deverá fixar-se em cerca de 1,945 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 poderá atingir aproximadamente 1,974 euros por litro.
Para um depósito de 50 litros, o abastecimento de gasóleo passará a representar um custo próximo dos 97,25 euros, enquanto o mesmo volume de gasolina rondará os 98,70 euros, refletindo o impacto do aumento previsto.
Importa, contudo, recordar que estes valores correspondem a previsões médias e que cada operador é livre de definir o preço praticado nos seus postos de abastecimento, pelo que poderão verificar-se diferenças entre marcas e regiões do país.
Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis têm registado oscilações sucessivas, alternando entre pequenas subidas, descidas e períodos de estabilidade. No entanto, o aumento previsto para a próxima semana destaca-se como um dos mais expressivos dos últimos meses, sobretudo no caso do gasóleo, acompanhando a recente valorização das cotações internacionais do petróleo e dos produtos refinados.
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