A Câmara Municipal de Espinho determinou a retirada de todas as bicicletas e trotinetas elétricas de uso partilhado que ainda se encontram no concelho, notificando a empresa responsável para proceder à remoção dos equipamentos até ao próximo dia 31 de julho.
A decisão surge após o termo do protocolo que enquadrava a exploração deste serviço, celebrado em março de 2022, deixando de existir qualquer título que permita a permanência destes veículos no espaço público do concelho.
Segundo o município, a medida integra a estratégia de reorganização do espaço público e pretende melhorar as condições de segurança e acessibilidade para os peões, promovendo uma utilização mais ordenada dos passeios e arruamentos.
A autarquia refere que, em diversos pontos da cidade, bicicletas e trotinetas têm sido deixadas de forma desorganizada, dificultando a circulação pedonal e criando obstáculos para pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeiras de rodas, idosos e famílias com carrinhos de bebé.
Na notificação enviada à empresa, o município estabelece o final do mês como prazo para a remoção de todos os equipamentos atualmente disponíveis em Espinho. Caso essa obrigação não seja cumprida, a Câmara admite avançar com a recolha coerciva dos veículos através dos seus próprios serviços.
Nesse cenário, todos os custos associados à operação, incluindo a recolha, transporte, parqueamento e demais encargos até ao levantamento dos equipamentos, serão imputados à empresa responsável pela exploração do serviço.
Com esta decisão, o executivo municipal pretende garantir uma utilização mais segura e acessível do espaço público, privilegiando a circulação pedonal e a proteção dos utilizadores mais vulneráveis.
Espinho junta-se, assim, a outros municípios portugueses que optaram por descontinuar ou restringir os sistemas de mobilidade partilhada, invocando razões relacionadas com a segurança, a acessibilidade e o ordenamento do espaço urbano.
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