A receita fiscal do Estado atingiu os 29.089,3 milhões de euros entre janeiro e junho de 2026, traduzindo-se num crescimento de 1,9% face ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a síntese da execução orçamental, o aumento corresponde a mais 528,5 milhões de euros arrecadados pelo Estado durante o primeiro semestre.
O desempenho da receita fiscal foi, contudo, marcado por comportamentos distintos entre os principais impostos. Enquanto os impostos diretos registaram uma diminuição global de 4%, a evolução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) contribuiu positivamente para o resultado global.
A receita líquida do IRS aumentou 3,1% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, apesar do crescimento dos reembolsos e restituições pagos aos contribuintes, que aumentaram 214,4 milhões de euros, o equivalente a 10,2%.
Em sentido contrário, o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) registou uma quebra de 16,7% na receita líquida. Segundo os dados da execução orçamental, esta redução é explicada pelo aumento dos reembolsos efetuados às empresas, que cresceram 135,2 milhões de euros face ao período homólogo.
| Indicador | Valor |
| Receita fiscal total | 29.089,3 milhões € |
| Variação face a 2025 | +1,9% |
| Aumento da receita | +528,5 milhões € |
| Variação da receita líquida de IRS | +3,1% |
| Variação da receita líquida de IRC | -16,7% |
Os dados agora divulgados mostram que, apesar da redução da receita proveniente do IRC, a evolução positiva do IRS e de outros impostos permitiu ao Estado manter uma trajetória de crescimento da arrecadação fiscal durante a primeira metade do ano.
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