A violência doméstica voltou a registar um aumento em Portugal durante o segundo trimestre de 2026. Os dados divulgados pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) revelam que, entre abril e junho, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 7.871 participações, um crescimento de 13,3% face ao trimestre anterior e de cerca de 2% em comparação com o mesmo período de 2025.
No mesmo período foram registadas sete vítimas mortais em contexto de violência doméstica, entre as quais cinco mulheres, uma criança e um homem. Este número representa mais uma vítima mortal do que no primeiro trimestre do ano. No total dos primeiros seis meses de 2026, contabilizam-se 13 mortes associadas a este tipo de crime, menos duas do que no período homólogo de 2025.
Os dados da CIG mostram igualmente que o número de reclusos condenados ou em prisão preventiva por violência doméstica continua a aumentar. No final do segundo trimestre encontravam-se 1.643 pessoas presas por este crime, das quais 415 em prisão preventiva e 1.228 a cumprir pena efetiva.
Comparativamente ao trimestre anterior, verifica-se um aumento ligeiro do número de reclusos, passando de 1.607 para 1.643. Face ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 12,4%.
| Indicador | Valor |
| Ocorrências registadas | 7.871 |
| Variação face ao 1.º trimestre | +13,3% |
| Variação face ao 2.º trimestre de 2025 | +2% |
| Vítimas mortais | 7 |
| Pessoas presas por violência doméstica | 1.643 |
| Prisão preventiva | 415 |
| A cumprir pena efetiva | 1.228 |
| Pessoas com teleassistência | 6.522 |
| Pessoas acolhidas na Rede Nacional de Apoio | 1.390 |
Relativamente às medidas de proteção das vítimas, a CIG indica que estavam abrangidas por sistemas de teleassistência 6.522 pessoas. Já a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica acolhia 1.390 pessoas, entre 681 mulheres, 688 crianças e 21 homens.
Os números agora divulgados evidenciam a persistência da violência doméstica como um dos principais problemas sociais e criminais em Portugal, reforçando a importância das medidas de prevenção, proteção das vítimas e responsabilização dos agressores.
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