O Estado português voltou a ser acionista da REN, através da Parpública, que passou a deter 13,7% do capital da empresa, correspondente a 91.723.676 ações.
A operação ficou concluída a 7 de setembro, depois de o Tribunal de Contas ter dado, em 31 de agosto, o visto prévio necessário à concretização do negócio acordado entre a Parpública e a Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega.
Com a transferência das ações, a Pontegadea deixou de ter qualquer participação na REN, enquanto a Parpública passou a deter a totalidade da participação do Estado na empresa. Por ser integralmente detida pelo Estado português, os direitos de voto correspondentes às ações da Parpública são imputáveis ao Estado. A participação de 13,7% tornou-se a segunda maior posição no capital da REN, atrás da State Grid, que detém 25%. O valor final da operação não foi divulgado oficialmente. O Jornal Económico avançou, em agosto, que o negócio poderia ascender a cerca de 380 milhões de euros, mas o Governo não confirmou esse montante.
O Governo justificou a entrada no capital da REN com razões relacionadas com a soberania e a segurança energética. A aquisição foi realizada através de uma negociação direta, tendo o Executivo apontado a reduzida liquidez das ações da REN e o impacto que uma operação desta dimensão poderia provocar na cotação como razões para não recorrer a compras graduais em bolsa.
O regresso do Estado ao capital da REN acontece 12 anos depois da saída, concretizada em 2014.
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