O Município de Góis, no distrito de Coimbra, garantiu um financiamento de 375 mil euros através da segunda fase do programa “Territórios Resilientes”, destinado a apoiar intervenções de emergência no Rio Ceira, afetado por fenómenos meteorológicos extremos, nomeadamente pela tempestade Kristin.
O contrato-programa foi assinado esta segunda-feira, 21 de setembro, em Lisboa, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, que formalizou o acordo em representação da autarquia.
O financiamento resulta de um acordo entre o Município de Góis, o Fundo Ambiental, através da Agência para o Clima, e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e será aplicado na reabilitação e estabilização de um troço do Rio Ceira que apresenta um elevado nível de degradação estrutural e ambiental.
A intervenção prevista pelo município combina técnicas de engenharia civil com soluções de engenharia natural, procurando reforçar a segurança hidráulica e recuperar a resiliência ecológica da bacia hidrográfica.
Entre as intervenções previstas está a reparação do Açude do Pego Escuro, com a correção de fissuras e de outras falhas estruturais provocadas pelo arrastamento de detritos e rochas durante os episódios de intempéries.
O projeto contempla também a estabilização de mais de 1.200 metros de margens afetadas por cheias e desabamentos, no troço entre o Açude do Pego Escuro, o Açude da Peneda, a Ponte Velha e o Açude de Santo António.
Está ainda prevista a utilização de técnicas de engenharia natural, nomeadamente através da plantação de estacaria viva de espécies autóctones, como salgueiros e amieiros, complementada com estacaria morta e enrocamento de xisto. Entre a Ponte Velha e a Foz da Ribeira de São Paulo será construído um muro em alvenaria de xisto regional, com enquadramento paisagístico.
A intervenção inclui igualmente a recuperação da vegetação ripícola, através da plantação de amieiros, salgueiros-brancos, choupos-negros e freixos, com recurso a tutores de madeira para reforçar a proteção das árvores durante os períodos de cheia.
A autarquia pretende, com este investimento, reforçar a proteção das populações ribeirinhas e contribuir para a preservação do património natural associado ao Rio Ceira, aumentando a capacidade de resposta do território perante futuros episódios de fenómenos climáticos extremos.
A segunda fase do programa “Territórios Resilientes” mobilizou cerca de 3,5 milhões de euros para 25 municípios, elevando o investimento global acumulado do programa para mais de 80 milhões de euros. A cerimónia contou ainda com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, da Presidente da Agência para o Clima, Maria Rosário Sequeira, e do Presidente da APA, José Pimenta Machado.
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