O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quinta-feira, 1 de outubro, um aumento de 50 euros no complemento solidário para idosos (CSI) em 2027, para os 720 euros.
Aos jornalistas, no final do Conselho de Ministro realizado na cidade da Guarda, o primeiro-ministro disse que “o aumento será de 50 euros e, portanto, o valor de referência passará para 720 euros”.
O programa do Governo prevê atingir em 2029 os 870 euros, sendo que, atualmente, está nos 670 euros, valor que vai aumentar para os 720 euros em 2027.
“Hoje, que é Dia internacional da Pessoa Idosa, dizer que do Orçamento de Estado (OE) estará integrada a decisão de aumentarmos pela quarta vez o valor de referência do complemento solidário para idosos”, anunciou Luís Montenegro.
Ou seja, “representa um aumento significativo face ao valor que estava vigente em abril de 2024”, quando o Governo iniciou funções, lembrando que, na altura, o valor de referência era de 550 euros.
O primeiro-ministro disse ainda que o Governo “continua a contar com a participação e vida ativa” das pessoas “jovens há mais tempo” nas missões que o executivo tem para “tornar o país mais próspero, mais justo”.
“Um país onde a qualidade e o bem estar possam estar disponíveis para todos, independentemente do segmento etário e das localizações dos lares e das residências da comunidade”, acrescentou.
Esse “espírito de coesão territorial”, justificou Luís Montenegro, foi o que levou o executivo a reunir na Guarda, para “interagir com os presidentes das Câmaras Municipais do distrito, com quem o executivo tem um almoço de trabalho.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, também falou aos jornalistas no final do Conselho de Ministros para aprofundar detalhes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que foi o tema principal da reunião.
Questionado sobre os apoios do Governo às famílias e empresas que estão previstos para o futuro, Castro Almeida reforçou o anúncio de Luís Montenegro, assumindo que têm sido tomadas medidas de “apoio às famílias mais expostas” à crise.
“O Governo tem vindo a tomar essas medidas dentro do limite, perfeitamente assumido, que é o de não desequilibrar as contas públicas. O Governo deu provas, recentemente, quando afetamos 800 milhões de euros (ME) para aumentar as reformas mais baixas e 400 ME para baixar os impostos até ao sexto escalão”, argumentou.
Neste sentido, Castro Almeida assumiu que “há vontade de apoiar as famílias com maiores dificuldades sem por em causa o equilíbrio das contas públicas, que é um bem essencial para as famílias e as empresas também”, reforçou.
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