A PSP identificou um menor de 12 anos após alegados disparos de munições de airsoft contra veículos estacionados nas Caldas da Rainha.
A ocorrência foi registada no dia 25 de setembro, tendo a Esquadra de Caldas da Rainha identificado o menor por factos suscetíveis de integrar a prática de um crime contra a propriedade, informou o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública.
De acordo com a PSP, o menor encontrava-se numa varanda de uma residência e estaria a efetuar disparos de munições de airsoft na direção de veículos estacionados na via pública. Para o efeito, utilizaria uma réplica de arma de fogo com características semelhantes às de uma AK-47.
Na sequência da comunicação da ocorrência, os elementos policiais deslocaram-se ao local. Segundo a PSP, a avó do menor entregou voluntariamente a réplica utilizada.
Atendendo às características e à aparência exterior do objeto, suscetíveis de o fazer assemelhar-se a uma arma de fogo real, e à sua eventual relação com os factos comunicados, a PSP procedeu à apreensão da réplica.
A Polícia de Segurança Pública solicitou ainda ao Tribunal de Família e Menores das Caldas da Rainha a validação da apreensão, nos termos aplicáveis à intervenção policial perante factos praticados por menores.
Face à idade do menor e à natureza dos factos, foi também efetuada uma sinalização à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens das Caldas da Rainha, para conhecimento e efeitos considerados adequados.
Segundo a PSP, não são conhecidos antecedentes de envolvimento do menor em situações delituosas, não tendo sido identificados, no âmbito das diligências realizadas, problemas relacionados com a sua integração escolar ou comportamento.
A ocorrência levou ainda a PSP a reforçar o alerta dirigido aos pais, familiares e responsáveis por crianças e jovens relativamente à utilização e posse de réplicas de armas de fogo.
De acordo com a Polícia de Segurança Pública, as réplicas utilizadas em atividades de airsoft podem apresentar características exteriores muito semelhantes às de armas de fogo reais e, quando observadas à distância ou em determinadas circunstâncias, podem não ser imediatamente distinguidas de uma arma verdadeira.
Essa semelhança, alerta a PSP, pode criar riscos associados à utilização indevida destes equipamentos e levar terceiros ou as próprias forças de segurança a interpretar uma situação como envolvendo uma arma de fogo real.
A PSP recomenda aos pais e responsáveis que conheçam os equipamentos utilizados pelas crianças e jovens, acompanhem a sua utilização e assegurem que as atividades de airsoft decorrem em condições adequadas e nos locais próprios.
A força de segurança alerta ainda para a necessidade de não exibir, transportar ou utilizar estas réplicas em espaços públicos de forma suscetível de causar alarme ou de permitir que sejam confundidas com armas de fogo reais.
Segundo a PSP, os jovens devem ser sensibilizados para não apontarem réplicas de armas a pessoas, veículos ou habitações, nem efetuarem disparos para a via pública ou outros locais onde possam colocar terceiros em risco.
A Polícia de Segurança Pública sublinha que, embora uma réplica possa não produzir os mesmos efeitos de uma arma de fogo real, a sua aparência pode ser suficiente para criar uma situação de perigo.
A PSP apela, por isso, à responsabilidade dos pais e encarregados de educação na supervisão deste tipo de equipamentos, salientando os riscos associados à sua utilização inadequada.
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