Foi assinado na quinta-feira, 27 de maio, o contrato de empreitada de beneficiação do Mosteiro de Seiça entre o Município da Figueira da Foz e a empresa Teixeira Duarte, pelo valor de 2.7 milhões de euros + IVA, devendo ser comparticipada em 85% com fundos comunitários (2,29 milhões de euros, aproximadamente).
O Mosteiro, localizado na freguesia do Paião, junto à linha ferroviária do Oeste e à ribeira de Seiça, foi classificado como Imóvel de Interesse Público, em 2002, e aguarda a homologação da tutela, para ser classificado como Monumento Nacional, tendo o projeto de decisão recebido parecer favorável à sua reclassificação.

Na assinatura do contrato, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, elencando a cronologia das etapas prévias à assinatura do contrato, referiu que "Este projeto iniciou-se em 2000, com a aquisição. Passaram 21 anos em que não havia projeto, não havia fundos comunitários e não havia oportunidade", salientou que "o caminho foi longo até conseguir reunir as condições necessárias para poder concorrer a fundos comunitários".
O autarca da Figueira da Foz, explicou ainda, na cerimónia de assinatura que, durante todo o processo existiu a preocupação de ter um "projeto com maturidade", de forma a poder candidatá-lo a Monumento Nacional e, assim, poder contar com financiamento comunitário.

"Para nós era um projeto prioritário mas, antes disso, tínhamos de intervencionar as escolas, os centros de saúde e as vias. Em primeiro lugar, estavam as nossas crianças e os figueirenses", afirmou ainda Carlos Monteiro.
O arquiteto municipal, Rui Silva, na apresentação técnica da reabilitação do Mosteiro de Seiça, explicou que a obra vai "incidir concretamente em duas vertentes", correspondendo uma à limpeza e consolidação da Igreja, permitindo o seu usufruto enquanto ruína e a outra nas instalações conventuais, de forma a funcionarem como espaço museográfico, cultural e expositivo".
Como símbolo da fábrica de descasque de arroz, ficará a chaminé que se encontra a sul da igreja e irá representar a marca desse uso abandonado.

O representante da empresa responsável pela execução da obra João Pedro Lopes (Teixeira Duarte, SA), referiu que tudo será feito para que o monumento esteja finalizado no prazo de dois anos e que envolve um projeto "estudado com todo o afinco, rodeado de parceiros de conservação e restauro”.

Também presente na cerimónia, o presidente da Junta de Freguesia do Paião, Paulo Pinto, afirmou tratar-se de "um dia de felicidade", frisando que o imóvel será um importante património para a freguesia, para o concelho e para toda a região.

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