ACâmara Municipal de Águeda (CMA) viu aprovada a candidatura de mais de 20 milhões de euros de fundos comunitários, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para implementar a Área de Acolhimento Empresarial de Nova Geração, permitindo dotar o Parque Empresarial do Casarão (PEC) de condições e infraestruturas que o vão tornar “verdadeiramente competitivo”; refere a CMA, em comunicado de imprensa, difundido quinta-feira, 20 de janeiro.
“Águeda obteve o maior valor de investimento atribuído a nível nacional nesta candidatura e o maior que o município alguma vez conseguiu para infraestruturas. Tivemos também a melhor pontuação do país (82 em 100), para além de termos sido os únicos a apresentar projetos para as cinco categorias a concurso”, salienta Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal.
Das candidaturas de todo o país, que conseguem um financiamento de 110 milhões de euros, Águeda cativa 20.054.955,31 euros para dotar o PEC de condições “ainda mais competitivas, num nível e patamar diferenciadores a nível regional e nacional”.
Com esta verba, financiada a 100% pelo PRR, a Câmara vai instalar painéis fotovoltaicos e uma estrutura de armazenamento de energia para autoconsumo, bem como a infraestruturação de uma ilha de qualidade de serviço e estabilidade energética, a instalação de sistemas partilhados de abastecimento elétrico de veículos ligeiros e pesados e ainda melhorar a cobertura de comunicações móveis no PEC, com rede 5G.
A estes investimentos somam-se, reforça Jorge Almeida, os que estão neste momento em curso, com a segunda fase de infraestruturação do PEC (num investimento de 2,7 milhões de euros), bem como a ligação do parque ao IC2 (também inscrita no PRR e cujo investimento será de seis milhões de euros) e o Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda (com investimento previsto de 40 milhões de euros, financiado também pelo PRR).
“Vamos ter imenso trabalho pela frente para concretizar em simultâneo e num curto espaço de tempo todos estes projetos”, disse o Presidente da Câmara de Águeda, salientando que com estes recursos “Águeda dá um salto enorme na capacidade de atração de investimento e no apoio à competitividade das empresas, cativando para o Município ainda mais empresas e trabalhadores”.
Jorge Almeida avançou que na segunda fase de infraestruturação do PEC, em curso, já quase não há lotes disponíveis para venda, estimando que a Câmara deverá avançar para uma terceira fase tendo em conta o sucesso desta e o interesse demonstrado “e em carteira” de algumas empresas, a que se somam, agora, as novas condições do parque.
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