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segunda-feira, 02 novembro 2020 16:33

Fórum para a Competitividade pede pagamento antecipado do subsídio de Natal

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No documento divulgado esta segunda-feira, 2 de novembro, e referente a outubro, o Fórum adianta que “neste momento, as compras natalícias parecem estar duplamente ameaçadas, quer porque poderá haver restrições aos encontros de família nesta quadra, quer porque muitos consumidores poderão evitar espaços comerciais com muito público”.

 

 

OFórum para a Competitividade sugeriu que o Estado “dê o exemplo” e antecipe o pagamento do subsídio de Natal e que se façam campanhas para compras antecipadas, para estimular os gastos e a confiança, segundo uma nota de conjuntura.

No documento divulgado esta segunda-feira, 2 de novembro, e referente a outubro, o Fórum adianta que “neste momento, as compras natalícias parecem estar duplamente ameaçadas, quer porque poderá haver restrições aos encontros de família nesta quadra, quer porque muitos consumidores poderão evitar espaços comerciais com muito público”.

A entidade considera que isto é “especialmente grave”, tendo em conta que “há muitas lojas cujas vendas anuais” que “estão muito dependentes dos resultados obtidos nesta época”.

Por isso, o Fórum faz “duas sugestões”, pedindo que “o Estado dê o exemplo e se antecipe no pagamento do subsídio de Natal e que as empresas que o possam fazer que o façam” e apelando ainda a “campanhas para compras antecipadas, com horários alargados, para evitar riscos de contágio e dar confiança aos consumidores”.

Na mesma nota, a organização recorda que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre “registou uma forte recuperação, muito superior ao esperado, tendo subido 13,2% em cadeia, com uma queda homóloga de 5,8%. Este crescimento é tão mais notável quanto a queda do 2.º trimestre tinha sido de 13,9%, ou seja, é como se tivesse havido um quase retorno ao nível do PIB registado no 1.º trimestre". 

O Fórum lembra ainda que “já é conhecido que houve uma melhoria das exportações muito superior (apenas de bens, já que nos serviços turismo continua muito fraco) à verificada nas importações”, acrescentando que “é provável que, com a incerteza, as paragens nas vendas, a fragilidade financeira de muitas empresas" as tenha levado "a reduzir drasticamente os 'stocks'”.

“Estaríamos perante um nível anormalmente reduzido de importações, que seria reposto com a normalização da atividade. Ou seja, o dado do PIB do 3.º trimestre poderá estar um pouco empolado, temporariamente, por esta via”, alerta o Fórum, apontando ainda para “dados preliminares de outubro” que “não são muito favoráveis”, visto que “há vários países europeus que se preparam para regressar a um confinamento parcial e em Portugal já há indicações no mesmo sentido”.

A organização acredita ainda que o “confinamento parcial, anunciado para início de novembro, deverá constituir um travão à atividade, por um período que ainda não é possível determinar”.

Assim, o Fórum, para o ano de 2020, face aos novos valores do PIB, reviu “em alta" a sua previsão, "para uma queda entre 7% e 9%, com a possibilidade de queda trimestral durante o 4.º trimestre”, lê-se na mesma nota.

 

 

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