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quarta-feira, 07 abril 2021 22:10

Antigo ministro Jorge Coelho morre de doença súbita na Figueira da Foz

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Antigo ministro Jorge Coelho morre de doença súbita na Figueira da Foz Foto © ON Centro

Na sequência da tragédia de Entre-os-Rios, a 4 de março de 2001, onde morreram 59 pessoas, Jorge Coelho demitiu-se, assumindo a responsabilidade política, pelo acidente. A sua última decisão no cargo foi pedir um inquérito porque «a culpa não pode morrer solteira". O secretário de Estado demitiu-se mais tarde.

 

 

Jorge Coelho, antigo ministro e ex-dirigente socialista faleceu na tarde desta quarta-feira, 7 de abril, na Figueira da Foz, de doença súbita, quando visitava uma casa na zona turística da cidade, de acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.

“A senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação”, tendo o óbito sido declarado no local, adiantou o comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.

Jorge Coelho, foi criado na aldeia de Contenças, no concelho de Mangualde e distrito de Viseu. Neto de um apoiante do Estado Novo, chegou a integrar as listas da União Nacional.

Estudou engenharia na FCTUC, militou na extrema-esquerda antes e depois da revolução de 1974-1975. Após o 25 de Abril de 1974, foi um dos militantes fundadores da União Democrática Popular (UDP). Militante socialista desde 1982, foi nomeado chefe do gabinete do Secretário de Estado dos Transportes do IX Governo Constitucional, Francisco Murteira Nabo (1983-1985).

Seguiu-se uma experiência executiva em Macau, onde foi chefe do gabinete do Secretário de Estado Adjunto dos Assuntos Sociais, Educação e Juventude de Macau, entre 1988-1989 e, já em funções governativas na mesma região, no cargo de Secretário Adjunto para a Educação e Administração Pública; entre 1989 e 1991.

Muito próximo de António Guterres, teve uma participação activa na eleição de Guterres para Secretário-Geral do Partido Socialista, em eleições ganhas a Jorge Sampaio. Depois, Jorge Coelho assegurou toda a estrutura que montou a campanha eleitoral vitoriosa do PS nas eleições Legislativas de 1 de outubro de 1995. É o autor da frase "Quem se mete com o PS, leva".

No primeiro Governo liderado por António Guterres, o XII Governo, em outubro de 1995, Jorge Coelho assumiu o cargo de Ministro-adjunto. Na remodelação de 25 de novembro de 1997, acumulou o cargo com o de Ministro da Administração Interna.

Em conjunto com o seu secretário de Estado da Administração Pública, Fausto Correia lançam em Portugal o conceito de Loja do Cidadão, centro de atendimento de várias entidades públicas, agregando e ligando serviços num só espaço.

No XVI Governo, após as eleições Legislativas de 1999, Jorge Coelho tomou posse dos cargos de Ministro da Presidência e Ministro do Equipamento Social e  Obras Públicas.

Na remodelação de 14 de setembro de 2000, Jorge Coelho manteve o cargo de Ministro do Equipamento Social e deixou o de Ministro da Presidência para passar a Ministro de Estado.

Na sequência da queda da Ponte Hintze Ribeiro de Entre-os-Rios, Castelo de Paiva, na Tragédia de Entre-os-Rios, a 4 de março de 2001, onde morreram 59 pessoas, Jorge Coelho pediu a demissão do Governo,"«assumindo a responsabilidade política» pelo acidente e que «não ficaria bem com a minha consciência se não o fizesse». A sua última decisão no cargo foi pedir um inquérito porque «a culpa não pode morrer solteira". Como noutros casos, como o secretário de Estado não se demitiu, lá teve de se demitir o ministro.

Foi substituído, em 10 de março de 2001, por Ferro Rodrigues no cargo de Ministro do Equipamento Social. Após a saída do Governo, Jorge Coelho continuou a assumir um papel central no PS e coordenou ainda a campanha[ligação inativa eleitoral das eleições Legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, onde o PS conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e também das autárquicas de Outubro de 2005.

Em Novembro de 2006 renunciou ao mandato de deputado e abandonou todos os cargos partidários para se dedicar à actividade profissional. Foi administrador da CONGETMARK, professor convidado da cadeira de Comunicação Pública e Política no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM) e consultor. Exerceu apenas um cargo público, de Conselheiro de Estado. Em 15 de junho de 2009, após pedido de renúncia[ligação inativa feito em 2008, Jorge Coelho foi substituído no Conselho de Estado por Gomes Canotilho.

Em 2016, Jorge Coelho fundou, em Mangualde, a Queijaria Vale da Estrela, dedicando-se à produção de queijos Serra da Estrela, tendo, segundo a imprensa, formalizados acordos com os grupos SONAE, Jerónimo Martins e El Corte Ingles, logo que esteja concluído o processo de certificação DOP (Denominação de Origem Protegida).

A renúncia ao cargo de membro do Conselho de Estado, em 2008, teve lugar aquando do convite para o cargo de CEO do Grupo Mota-Engil. Antes, Jorge Coelho realizou para o Grupo Mota-Engil o plano estratégico do grupo entre 2009 e 2013, designado ”Ambição 2013”.

Antes de ingressar no Governo de António Guterres em 1995, segundo a declaração de IRS apresentada ao Tribunal Constitucional Jorge Coelho teve um rendimento bruto de 41.233€00 e em 2009, três anos após ter renunciado a todos os cargos políticos e partidários, apresentou um rendimento anual de 702.758€.

Segundo o jornal Expresso era membro da Maçonaria. Foi comentador no programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias. Na primeira versão avançada pela imprensa nacional, teria falecido vítima de acidente de viação, perto de Coimbra. 

 

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