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segunda-feira, 01 outubro 2018 13:49

Um auditório com 270 lugares vai nascer no Mercado de Mira

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Este projeto não pretende cingir o edifício à sua função primitiva de mercado proprieamente dito, mas dotá-lo de uma infraestrutura que lhe permita uma maior flexibilidade de usos, pretendendo-se criar espaços polivalentes capazes de acolher diversos tipos de eventos, que permitam a sua adaptação de acordo com as necessidades do tipo de atividade a realizar, não limitando o mesmo apenas a uma só função.

 

ACâmara Municipal de Mira aprovou o projeto e todas as peças de procedimento necessárias à abertura do concurso público para Reabilitação e Reconversão do Mercado de Mira, projeto do qual se destaca a construção de um auditório com 270 lugares. O projeto foi aprovado na reunião de dia 25 de setembro, apenas com o voto contra do Partido Socialista.

A abertura do concurso publico para a obra de Reabilitação e Reconversão do Mercado de Mira tem por objetivo recuperar o edifício abandonado de forma a estabelecer as condições necessárias para que o espaço possa voltar a servir e a criar valor à comunidade. A nova dinâmica pretendida passa pelo funcionamento em horário alargado e com uma grande diversidade de serviços, que atraia os mais variados públicos.

Outro dos principais objetivos desta recuperação passa por transformar o espaço num ponto de encontro e de convívio privilegiado para os utilizadores, gerando uma nova centralidade.

Pretende-se criar um edifício com novas valências, no qual o mercado se deve apresentar como um espaço mutável, isto é, disponível para diversas atividades. Deverá ser capaz de se renovar com facilidade, de formar a surpreender quem o visita, refrescar-se com relativa facilidade aos olhos dos seus clientes habituais e, sobretudo, dar respostas às novas tendências, que surgem cada vez com maior rapidez e duram cada vez menos tempo.

O procedimento concursal aprovado tem como valor base 718.667,00€ acrescido de IVA, tendo como prazo de execução setecentos e trinta dias.

Este projeto não pretende cingir o edifício à sua função primitiva de mercado proprieamente dito, mas dotá-lo de uma infraestrutura que lhe permita uma maior flexibilidade de usos, pretendendo-se criar espaços polivalentes capazes de acolher diversos tipos de eventos, que permitam a sua adaptação de acordo com as necessidades do tipo de atividade a realizar, não limitando o mesmo apenas a uma só função.

Esta intervenção será comparticipada por fundos comunitários (85%).

O edifício existente, em forma de “U”, é constituído por três volumes abertos, dotando o espaço de um grande pátio interior. Prevê-se um espaço multiusos, constituído por três edifícios, dois deles já existentes e outro novo que acolherá um auditório com 270 lugares, composto por uma bancada/plateia retrátil, como complemento dos eventos/atividades realizadas no complexo, sendo que esta bancada retrátil, numa das paredes da sala, será polivalente, adequando-se aos vários acontecimentos (e.g. conferências e/ou eventos).

Para esta pretensão, é proposta a demolição de um desses volumes, aquele mais a norte, construindo um novo que receba esta estrutura. Os outros dois edifícios serão constituídos por salas/escritórios. No edifício a sul, propõem-se quatro salas polivalentes que podem ser usufruídas como um todo ou individualmente, sendo encerradas com painéis de correr, servidas por uma zona de receção e átrio de entrada. No edifício a nascente, são propostos três espaços que têm uma relação mais direta para a rua principal, servindo de complexo, podendo funcionar como lojas e/ou escritórios, tendo estes, também, um caráter polivalente. Todos estes espaços terão condições para receber serviços destinados a associações culturais, artesãos, ou investidores privados, de modo a que os mesmos se possam instalar nos edifícios participando nesta nova dinâmica entre o edifício, espaços envolventes e população da Vila de Mira.

Todo o complexo de Mercado foi estudado e proposto de modo a que os três edifícios possam ser utilizados de forma independente ou mesmo em conjunto, situação que é conseguida por métodos de portas que encerrem os vários espaços, individualizando-os ou juntando-os por forma a serem usufruídos de formas diferentes, tendo o cuidado que quando funcionam autonomamente a fruição das instalações sanitárias possam ser efetuadas sem qualquer barreira.

A disposição dos volumes conforma um pátio interior, onde se propõe um anfiteatro ao ar livre que se vira para o interior e para o espaço criado parla conformação dos edifícios, criando um palco a qualquer evento, quer seja ele um mercado de produtos locais/endógenos/artesanato, e para a mostra das potencialidades culturais e musicais da região.

O início da obra está previsto para os primeiros meses de 2019, depois de cumpridos todos os procedimentos legais, designadamente o visto do Tribunal de Contas.

 

 

 

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