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segunda-feira, 22 novembro 2021 12:04

Greve nas rodoviárias privadas com adesão entre 60% e 100% no Norte e Centro; segundo a Fectrans

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Greve nas rodoviárias privadas com adesão entre 60% e 100% no Norte e Centro; segundo a Fectrans Foto © ON Centro

“É uma greve que está ao nível das greves anteriores, com uma forte adesão mais no centro e norte do país, onde inclusivamente houve empresas e locais de trabalho que nas anteriores não tinham estado em greve e que agora estão, com os locais de trabalho totalmente paralisados”, referiu o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira.

 

 

Agreve de trabalhadores das transportadoras rodoviárias privadas que está hoje a ser cumprida está a ter uma “forte adesão” no Norte e Centro do país, entre os 60% e os 100%, disse esta manhã, o coordenador da Fectrans.

“É uma greve que está ao nível das greves anteriores, com uma forte adesão mais no centro e norte do país, onde inclusivamente houve empresas e locais de trabalho que nas anteriores não tinham estado em greve e que agora estão, com os locais de trabalho totalmente paralisados”, referiu o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira.

Segundo o dirigente sindical, naquelas zonas “há adesões que vão desde os 60% até aos 100%”, dependendo da empresa.

Os trabalhadores das empresas de transportes rodoviárias privadas cumprem hoje 24 horas de greve, contra as propostas de atualização salariais que lhes foram apresentadas, tendo já estado em greve nos dias 20 de setembro e 01 de outubro e uma nova paralisação marcada para o dia 02 de dezembro.

Segundo a Fectrans, os níveis de adesão à greve de hoje mantêm-se estáveis, quando comparados com os das paralisações anteriores.

“Se numa empresa ou outra possa ter decrescido, os números foram compensados pelo aumento da adesão noutras empresas”, explicou José Manuel Oliveira.

Assim, em Coimbra a adesão ronda os 60%, em Viseu os 90% e em Aveiro, onde as greves anteriores não tiveram uma adesão expressiva, há hoje empresas com adesões superiores a 50%, detalhou o responsável.

Já no sul do país “nem todas as empresas estão envolvidas”, referiu, mas “continua a haver uma boa adesão na Rodoviária de Lisboa, que tem sido uma empresa que tem estado num processo de luta muito grande”, bem como na Vimeca, onde a adesão está na ordem dos 50%.

Os níveis mais baixos de adesão registam-se nas regiões do Algarve e do Alentejo.

A Fectrans espera que estes valores se mantenham durante as restantes horas da paralisação.

A greve, anunciada em 05 de novembro, foi também subscrita pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) e o Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM).

"Perante as propostas da ANTROP [Associação Nacional de Transportes de Passageiros] e Transdev de atualização salarial em 2022 de 10,5 euros por mês e 10 euros por mês, respetivamente, e após análise das organizações subscritoras da proposta comum, a Fectrans (STRUP e STRIN) e o SITRA decidiram avançar com um novo pré-aviso de greve para o próximo dia 22 de novembro e 02 de dezembro", lê-se no comunicado divulgado na ocasião.

A greve abrange todos os trabalhadores das empresas privadas do setor rodoviário de passageiros, associadas na ANTROP e as da Transdev, onde se aplica o Contrato Coletivo de Trabalho Vertical (CCTV).

Na mesma nota, a Fectrans e o SITRA defenderam que as propostas dos patrões estão "muito distantes" das apresentadas pelos sindicatos, traduzindo-se "numa atualização de 0,33 euros por dia, que nem dá para beber mais um café".

Os trabalhadores reivindicam o aumento do salário base do motorista para 750 euros, bem como uma atualização, na mesma percentagem, para os demais trabalhadores.

Por outro lado, exigem uma atualização do subsídio de refeição "nos mesmos termos percentuais" do aumento do salário do motorista e a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas.

Os sindicatos reiteraram estar disponíveis para negociar propostas que permitam um acordo de valorização dos salários.

"São reivindicações que uniram os trabalhadores nas greves passadas e que continuam a ser razões para manter e ampliar a unidade na ação", vincaram.

 

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