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Já pode visitar o Castelo de Porto de Mós!

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No reinado de D. Dinis, o Castelo de Porto de Mós recebe importantes obras de beneficiação e, em 1305, é concedida a carta de foral à vila de Porto de Mós, que há data, já se tinha constituído concelho.

 

OCastelo de Porto de Mós reabre ao público hoje, dia 5 de abril, após ter estado encerrado para obras de conservação e valorização desde julho do ano passado, num investimento total de 250 mil euros.

A inauguração será no sábado, dia 6, cujo programa conta com uma missa e veneração de Relíquias de São Nuno de Santa Maria, na Igreja de São João.

Será ainda apresentada a exposição permanente "D. Afonso, IV Conde de Ourém, Vulto Ilustre da História de Porto de Mós" a cargo das fundações D. Manuel II e Histórico Cultural Oureana e a exposição temporária "Armamento da Batalha Real de Aljubarrota".

 

Castelo Inclusivo

O projeto de Acessibilidade Inclusiva do Castelo de Porto de Mós surge na sequência do Projeto de Conservação e Manutenção do mesmo. É um investimento que visa promover a conservação e valorização do Castelo, enquanto património cultural, base de identidade do concelho, valorizando-o turisticamente de modo a classificar este Imóvel como Monumento Nacional Acessível. Pretende disponibilizar acessos e percursos de circulação, condições de atendimento, equipamentos e suportes informativos adequados às necessidades específicas de turistas com necessidades especiais.

Esta intervenção no Castelo permite acolher qualquer tipo de turista/visitante independentemente das suas limitações físicas, tendo por base legal de orientação técnica o mais recente diploma específico nesta área de inclusão social, o D.L. 163/2006 de 8 de Agosto.
O acolhimento inclusivo de pessoas com necessidades especiais, temporárias ou permanentes, traduz -se num fator crítico de qualificação e valorização do Castelo, enquanto Monumento visitável:

  • Implementação de um percurso acessível, começando no estacionamento automóvel, com a montagem de uma plataforma elevatória que permita vencer de imediato a diferença de cotas que as escadas representam.
  • Construção de Percurso Acessível com piso acessível adequado desde o exterior do Castelo até ao interior do mesmo, desenrolando-se e proporcionando acessibilidade a todas as salas do piso térreo, considerando-se ainda obras de construção civil referentes à alteração de instalação sanitária existente, por uma instalação sanitária acessível.
  • Implementação de mais uma plataforma elevatória que permita a transição e acesso do piso térreo e do pátio para o piso superior, permitindo o acesso a todos os terraços existentes e alguns espaços interiores neste piso, incluindo o acesso a torre existente.
  • Em paralelo e com a mesma importância a acessibilidade e inclusão serão evidenciadas e potenciadas por um conjunto de equipamentos tecnológicos e esquemas informativos, nomeadamente:
    • Instalação numa das salas principais do piso térreo de um, terminal multimédia com ecrã táctil e colunas sonoras, bem como de uma linha de braille instalada no mesmo;
    • Instalação de balizas sonoras em pontos estratégicos no percurso a prever;
    • Instalação de sinalética acessível informativa em todos os espaços visitáveis, incluindo textos em braille, bem como em zonas estratégicas no interior e exterior do Castelo;
    • Montagem de linhas guia de segurança em locais de risco, nomeadamente em corrimãos, em escadas, com informação táctil incluída;
    • Disponibilização de rádio – guias portáteis para visitantes, para utilização em visitas guiadas;
  • A informação nos diversos sistemas é disponibilizada da seguinte forma:
    • Visual (perfeitamente utilizável, nítida e agradável para pessoas normovisuais);
    • Alto contraste e ampliada;
    • Com leitura braille;
    • Com áudio – descrição - Sistema de voz;
    • Com relevos tácteis.

 

Sobre o Castelo de Porto de Mós

Obra arquitectónica de características singulares, o Castelo de Porto de Mós, erguido sob os escombros de um posto de vigia romano, acumulou ao longo dos séculos influências militares, góticas e renascentistas, assentes numa estrutura pentagonal com torreões de reforço nos ângulos, apesar de, atualmente, resistirem apenas quatro. Os dois torreões que compõem a fachada principal são ornamentados por duas cúpulas piramidais, com acabamento de cerâmica de cor verde.

Inicialmente uma fortaleza de índole árabe, o papel do castelo de Porto de Mós foi flagrante durante o período da conquista cristã. Após sucessivas guerrilhas entre portugueses e mouros, em 1148, D. Afonso Henriques, auxiliado por D. Fuas Roupinho, acaba por tomar a vila e vencer as tropas sarracenas, comandadas pelo rei Gámir de Mérida.

Neste contexto, o castelo é posteriormente entregue a D. Fuas Roupinho, que se viria a tornar no primeiro alcaide da vila de Porto de Mós.

No reinado de D. Dinis, a fortaleza recebe importantes obras de beneficiação e em 1305 é concedida a carta de foral à vila de Porto de Mós, que há data, já se tinha constituído concelho.

Como prova da importância da vila, no contexto nacional, D. Dinis oferece Porto de Mós a sua esposa, Rainha D. Isabel.

Em 1385, o castelo de Porto de Mós volta a desempenhar um papel decisivo naquele que viria a ser um marco na história de Portugal, a Batalha de Aljubarrota, ao albergar as tropas de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira nas noites anteriores à batalha, durante as quais foram planeadas as estratégias de guerra que viriam a dar a independência definitiva ao país.

Após o falecimento de D. João I, o domínio do castelo foi legado à sua filha e genro, os Duques de Bragança, e por hereditariedade ao seu neto D. Afonso, 2º Duque de Bragança, 4º Conde de Ourém e 1º Marquês de Valença, também neto do condestável Nuno Álvares Pereira.

Foi nas suas mãos que a estrutura medieval deixaria de ser uma atalaia para passar a ser um palacete residencial.

Durante a segunda metade do século XV, D. Afonso, homem culto e viajado, sob fortes influências renascentistas que começavam a despertar na Europa, inicia obras de recuperação no castelo, visíveis até aos dias de hoje, que posteriormente os seus descendentes conservaram e ampliaram.

No século seguinte, D. Manuel volta a dar alcaidaria ao Duque de Bragança, sucessor de D. Afonso, que faz novas intervenções.

No entanto, os abalos sísmicos sentidos em 1755 viriam a destruir uma parte do castelo. Posteriormente, em 1936, tem lugar a primeira intervenção de recuperação do monumento. Ao longo do tempo mais forem sendo feitas, sendo que a última, em 1999, permitiu ao castelo ostentar novamente o brilho que sempre lhe foi característico.

O Castelo de Porto de Mós está classificado, desde 1910, como Monumento Nacional.

 

Informações e Contactos:

Castelo de Porto de Mós
2480 Porto de Mós

Coordenadas GPS: 39° 36' 12" N | 08° 49' 08" W

 
244 499 651

 

Consulte aqui os horários de visita do Castelo de Porto de Mós

Bilhetes:

Adulto: €1,53
Crianças até aos 5 anos: Gratuito
Jovens até aos 25 anos e idosos com mais de 65 anos (mediante a apresentação identificação): €0,77
Grupos (30 elementos): €1,22
Escolas do 2º e 3º CEB, secundárias e superiores: €0,46
Escolas do Município e 1ºCEB: Gratuito

 

Imagem: Município de Porto de Mós

 

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